Coleção: O Pequeno Príncipe

Chaveiro presente do meu pai. Viajou de Paris até a minha casa!

O que é uma coleção? Segundo o dicionário é: “s.f. Reunião de objetos da mesma natureza; reunião de objetos escolhidos por sua beleza, raridade, valor documentário ou preço.”

A partir de quantos objetos pode ser considerada uma coleção? Eu imagino que para essa pergunta não deve existir uma resposta, então decidi estabelecer meu próprio critério. Considero uma coleção a partir do quinto objeto com a mesma temática.

Pratos e canecas

Frustração de infância

De pequena nunca pude colecionar nada. Uma hora era com os papéis de carta, que quando não os perdia, terminava dando de presente ou perdendo o interesse antes mesmo de tornar-se uma coleção. Depois veio a fascinação pelas borboletas. Atenção sociedade Protetora dos Animais: eu nunca matei uma borboleta, muito menos com o intuito de colecionar. O lance é que nasci e me criei numa casa com um quintal muito grande que já comentei aqui. Nesta casa eu tinha um pé de limão que vivia rodeado de borboletas lindas e de todas as cores. E lamentavelmente, algumas vezes me deparava com alguma morta e caída no chão. Achava um desperdício aquele bichinho extremamente lindo no chão, como se não tivesse nenhuma importância. Foi então que tentei a minha tão sonhada coleção de borboletas que não passou de um número, digamos, mínimo. Foram ao todo sete borboletas e todas mais ou menos do mesmo tipo e cor. Em minha opinião, com a falta de variedade já não era algo interessante ao ponto de ser considerado colecionável. Então eu parei.

Os anos se passaram, e com o tempo fui deixando de lado a ideia de colecionar qualquer coisa. Porém, foi também com o tempo que aprendi que uma coleção de verdade começa de maneira genuína, espontânea. E foi assim que dei inicio a minha primeira e considerável coleção, proveniente da minha paixão pelo Pequeno Príncipe.

Livro Popup presente do meu pai

É certo que atualmente o meu amado extraterrestre é um artigo de moda. Existem desde sapatos até móveis inspirados, sem falar nos cadernos, agendas, utensílios domésticos, etc. Orgulho-me por não ter sido influenciada por este bombardeio “principistico”, pois o meu interesse veio muito antes do “boom”.

Tudo começou no Dia das Crianças de 2004, onde estava de passeio com minha família por uma linda e enorme livraria. Havia entre os livros destacados uma edição especial do Pequeno Príncipe com notas e fotos do autor. Neste mesmo dia recebi este livro de presente do meu pai, com uma linda e inspiradora dedicatória: “Ligia, somente aqueles que preservam os sonhos podem mudar o mundo. Feliz Dia das Crianças”.

Onde tudo começou. O primeiro de todos. Presente do meu pai.

Eu, no auge dos meus 18 anos, não pude conter a minha emoção. Primeiro porque uma pessoa com essa idade não vai esperar receber um presente de dia das crianças. Segundo, porque quando recebi o livro senti dentro de mim uma sensação tão maravilhosa que confesso tê-la sentido poucas vezes na minha vida. Se pudesse descrever com palavras, descreveria esta sensação como: mágica. O coração bate mais forte, o frio toma conta da barriga e os olhos são tomados por um brilho intenso.

Cadernos, livros, calendários, agendas, canecas…

Quando li o livro me apaixonei de verdade. Fiquei um bom tempo sentada na cama meio inerte. No dia seguinte não parava de pensar naquela história que me comoveu tanto. Dois anos depois, me deparei com uma sandália Melissa inspirada no meu personagem preferido de todos os tempos. Obviamente não pude deixar passar a oportunidade e a comprei. Era como se tivesse sido feita especialmente pra mim. Quando eu gosto muito de alguma coisa, tenho a tendência de achar que só EU gosto e de apropriar-me dela. Era como se ninguém no planeta tivesse o direito de comprar nada que fosse “meu” (pois a esta altura o PP já era meu).

Sandália Melissa. O primeiro artigo da coleção!

Logo foram aparecendo os cadernos, agendas, calendários, sapatos, camiseta, moletom, caneca, prato, fronhas, toalhas, postais, chaveiros, joias e diversas edições de livros. E eu fui comprando, ganhando…

Edição de luxo pela comemoração pelos 50 anos da obra. Em espanhol “El Principito” – presente do meu pai.

Quando percebi que a imagem do PP já estava quase tão banalizada quanto à dos personagens da Disney fiquei um pouco triste, mas logo fui tomada novamente pela sensação de apropriação do PP e me aliviei com o sentimento de que por mais que muitas pessoas possam comprar artigos do menino do cabelo de ouro por aí, ninguém jamais vai poder sentir o que sinto. e provavelmente eu jamais poderei sentir o que sentem essas pessoas.

E outras Melissas apareceram para a coleção

Eu juro que pela primeira vez não foi uma coleção intencional, ela foi surgindo, até que um dia, guardando meus pertences numa caixa para uma mudança percebi a quantidade de coisas que tinha e meus lábios esboçaram um sorriso satisfeito.

Além do Pequeno Príncipe eu tenho outras coleções. Quando gosto muito de algo, sem querer ou planejar vou aos poucos ao longo dos anos comprando e armazenando. Quando percebo já tenho uma quantidade considerável de determinado item. Essa sensação faz com que meus olhos brilhem com a sensação de “UAU, EU TENHO UMA COLEÇÃO!!”.

Coleção quase completa. Faltavam alguns itens!

E você tem alguma coleção? O que você coleciona?

*Em breve a coleção de canecas, latas, coisas de bolinhas/poás, casais de saleiros e pimenteiros, etc.*

Fotos por Lilix

Beijos

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