O que é uma coleção? Segundo o dicionário é: “s.f. Reunião de objetos da mesma natureza; reunião de objetos escolhidos por sua beleza, raridade, valor documentário ou preço.”
A partir de quantos objetos pode ser considerada uma coleção? Eu imagino que para essa pergunta não deve existir uma resposta, então decidi estabelecer meu próprio critério. Considero uma coleção a partir do quinto objeto com a mesma temática.
Frustração de infância
De pequena nunca pude colecionar nada. Uma hora era com os papéis de carta, que quando não os perdia, terminava dando de presente ou perdendo o interesse antes mesmo de tornar-se uma coleção. Depois veio a fascinação pelas borboletas. Atenção sociedade Protetora dos Animais: eu nunca matei uma borboleta, muito menos com o intuito de colecionar. O lance é que nasci e me criei numa casa com um quintal muito grande que já comentei aqui. Nesta casa eu tinha um pé de limão que vivia rodeado de borboletas lindas e de todas as cores. E lamentavelmente, algumas vezes me deparava com alguma morta e caída no chão. Achava um desperdício aquele bichinho extremamente lindo no chão, como se não tivesse nenhuma importância. Foi então que tentei a minha tão sonhada coleção de borboletas que não passou de um número, digamos, mínimo. Foram ao todo sete borboletas e todas mais ou menos do mesmo tipo e cor. Em minha opinião, com a falta de variedade já não era algo interessante ao ponto de ser considerado colecionável. Então eu parei.
Os anos se passaram, e com o tempo fui deixando de lado a ideia de colecionar qualquer coisa. Porém, foi também com o tempo que aprendi que uma coleção de verdade começa de maneira genuína, espontânea. E foi assim que dei inicio a minha primeira e considerável coleção, proveniente da minha paixão pelo Pequeno Príncipe.
É certo que atualmente o meu amado extraterrestre é um artigo de moda. Existem desde sapatos até móveis inspirados, sem falar nos cadernos, agendas, utensílios domésticos, etc. Orgulho-me por não ter sido influenciada por este bombardeio “principistico”, pois o meu interesse veio muito antes do “boom”.
Tudo começou no Dia das Crianças de 2004, onde estava de passeio com minha família por uma linda e enorme livraria. Havia entre os livros destacados uma edição especial do Pequeno Príncipe com notas e fotos do autor. Neste mesmo dia recebi este livro de presente do meu pai, com uma linda e inspiradora dedicatória: “Ligia, somente aqueles que preservam os sonhos podem mudar o mundo. Feliz Dia das Crianças”.
Eu, no auge dos meus 18 anos, não pude conter a minha emoção. Primeiro porque uma pessoa com essa idade não vai esperar receber um presente de dia das crianças. Segundo, porque quando recebi o livro senti dentro de mim uma sensação tão maravilhosa que confesso tê-la sentido poucas vezes na minha vida. Se pudesse descrever com palavras, descreveria esta sensação como: mágica. O coração bate mais forte, o frio toma conta da barriga e os olhos são tomados por um brilho intenso.
Quando li o livro me apaixonei de verdade. Fiquei um bom tempo sentada na cama meio inerte. No dia seguinte não parava de pensar naquela história que me comoveu tanto. Dois anos depois, me deparei com uma sandália Melissa inspirada no meu personagem preferido de todos os tempos. Obviamente não pude deixar passar a oportunidade e a comprei. Era como se tivesse sido feita especialmente pra mim. Quando eu gosto muito de alguma coisa, tenho a tendência de achar que só EU gosto e de apropriar-me dela. Era como se ninguém no planeta tivesse o direito de comprar nada que fosse “meu” (pois a esta altura o PP já era meu).
Logo foram aparecendo os cadernos, agendas, calendários, sapatos, camiseta, moletom, caneca, prato, fronhas, toalhas, postais, chaveiros, joias e diversas edições de livros. E eu fui comprando, ganhando…

Edição de luxo pela comemoração pelos 50 anos da obra. Em espanhol “El Principito” – presente do meu pai.
Quando percebi que a imagem do PP já estava quase tão banalizada quanto à dos personagens da Disney fiquei um pouco triste, mas logo fui tomada novamente pela sensação de apropriação do PP e me aliviei com o sentimento de que por mais que muitas pessoas possam comprar artigos do menino do cabelo de ouro por aí, ninguém jamais vai poder sentir o que sinto. e provavelmente eu jamais poderei sentir o que sentem essas pessoas.
Eu juro que pela primeira vez não foi uma coleção intencional, ela foi surgindo, até que um dia, guardando meus pertences numa caixa para uma mudança percebi a quantidade de coisas que tinha e meus lábios esboçaram um sorriso satisfeito.
Além do Pequeno Príncipe eu tenho outras coleções. Quando gosto muito de algo, sem querer ou planejar vou aos poucos ao longo dos anos comprando e armazenando. Quando percebo já tenho uma quantidade considerável de determinado item. Essa sensação faz com que meus olhos brilhem com a sensação de “UAU, EU TENHO UMA COLEÇÃO!!”.
E você tem alguma coleção? O que você coleciona?
*Em breve a coleção de canecas, latas, coisas de bolinhas/poás, casais de saleiros e pimenteiros, etc.*
Fotos por Lilix
Beijos












yeah! very nice!
Yo colecciono imanes que pongo en mi heladera para decorarla. La mayoría de distintos países, a los que no fui pero a la gente que viaja, siempre le pido que me traiga uno!
Ojalá que Pipo no coma ninguno de tus imanes de colección!! Jajaja
Besos, Flower. Gracias por visitarme aca!!
Adoro el Principito… es uno de esos libros que quedan en la memoria!!!! y traen aromas de infancia.
Que te puedo decir!!!! tenes buen gusto!!! jajaj
besos.
Mil gracias Fernando. Espero tu visita pronto!!
Un beso grande!!!
Nossa… Eu juro que fiquei muito emocionada com essa história. Eu tenho 18 anos, completo 19 próximo mês e nunca tinha visto algo assim tão de coração sobre O Pequeno Príncipe que eu costumo chamar de meu, e só eu sei o que eu sinto quando eu vejo esse “principistico” acontecendo cada vez mais. Eu li O Pequeno Príncipe quando tinha 13 anos, eu nem gostava de ler, foi o segundo livro que eu peguei pra ler de verdade. E até hoje eu não sei explicar direito o que eu senti. A simplicidade, a pureza da história tocaram o meu coração de uma forma tão linda e contagiante. Eu ouvia Pequeno Príncipe, eu sorria Pequeno Príncipe, eu me apaixonei pelas estrelas. Eu me contive em frente a muito “poser”, eu preferi não falar sobre ele pra ninguém, ficar só pra mim. Eu comecei a ler pro meu sobrinho antes dele dormir. Ele tem 6 anos. E eu me sinto tão bem ao fazer isso, mesmo que ele durma logo, e eu continuo lendo… E lendo… E lendo… Eu nem esperava encontrar o seu blog, eu estava como uma boba sonhante, pensando comigo que o aniversário do meu primeiro filho que está muito loge ainda, porque eu nem estou grávida e nem pretendo estar tão cedo (só pra você ver o grau da imaginação), tenha como tema O Pequeno Príncipe, e fiquei maravilhada ao encontrar fotos de festas e bolos de uma ideia que eu pensei que era só minha. Eu não tenho uma coleção, e a sua é muito invejável. Fico muito feliz por existir histórias assim. Um abraço.
Olá Evelyn, tudo bem?
Que alegria ter notícias de alguém que também ama o Pequenos Príncipe e que sinta o mesmo carinho por esta grande obra. Bom, como você viu eu sou uma fanática há anos e não me canso. Adorei o que você escreveu sobre como se sente com relação ao livro e que já está fazendo planos para a festa de aniversário do seu filho que ainda não está nos planos, achei genial!!! Fico feliz que você tenha gostado da coleção. Volte logo pra me visitar, ok?!!
Beijos,
Lí
Hola! Me encantan todas las colecciones y esta de El Principito me encantó, tengo también recuerdos hermosos del libro y por ahora sólo un muñequito de él.
Pero colecciono vajilla infantil, saleros, hueveras, libros infantiles……
Besos! Silvina
Hola Silvina! Gracias por visitarme!
Yo conozco las hermosas vajillas que tenés. Son un sueño!
Besitos