Olá pessoas, tudo supimpa por aí? Por aqui tudo firmeza!
Bora lá, dia primeiro de abril meu filhote completou 1 ano de vida. E mesmo em condição de “sem teto” (a papelada para a minha casinha ainda não saiu) não deixamos de preparar uma festinha pro moleque. Eu planejava essa festinha desde os tempos em que ele morava na minha barriga. Serio! Passava horas e horas imaginando como seria e tal e coisa. Pois bem, eu já contei aqui que meu pimpolho nasceu prematuro, e durante muito tempo sua vida correu muito risco. O médico chegou a dizer que ele tinha só 20% de chances de viver. Foi uma coisa completamente punk nesta minha vida. E, imersa num medo tremendo, era extremamente difícil ter um pensamento otimista naquela época. Tentava de todas as formas afastar o dark side da minha mente e finalmente consegui quando escolhi um pensamento confortável e gostoso: imaginar a festinha de 1 ano dele. Fazer um ano significava muito mais que completar 365 dias de vida. Para o Shai, significou e significa que ele venceu TUDO, e hoje goza de muita saúde e alegria.

Com baixo orçamento, mas muito amor no coração fui organizando aos poucos. Eu não queria que a festinha tivesse um tema especial, mas queria que tivesse alguma referência de algo. Como considero meu bebê o meu herói – não que ele possua o hábito de salvar a vida de mocinhas indefesas em alguma grande capital do planeta, mas ele destravou muita coisa boa oculta dentro de mim- decidi utilizar algumas coisas do universo “heroico”, portanto: “Super Shai” foi o “tema” escolhido para a festa. E quanto as cores eu sempre soube que seriam as primarias: vermelho, amarelo e azul. Acima o lindo bolo feito pela vó, seguindo as minhas instruções. E não é que a danada deixou do jeitinho que eu queria?!

Acima, a roupinha personalizada do meu herói preferido.

Detalhes de parte da mesa de doces.

O baleiro da foto acima foi presente da vovó Lilene, que estava há tempos na minha lista de desejos. Obrigada, mãe!

Gente, pára tudo e chama a Dona Ofélia. Esses cupcakes são um orgulho para mim. Há anos queria aprender a fazer, mas nunca tomava atitude. E ta aí outra coisa que meu filhote me inspirou a tirar do fundo do baú de desejos. Esse da foto acima é de brownie, com uma leve melecada de doce de leite, depois uma passada de chantili e com cobertura de merengue tingido de azul. E não é que ficou delícia?!

O chapeuzinho feito por esta mamãe, especialmente pro aniversariante <3.

Ah, os brigadeiros e beijinhos. Acreditam que essas coisinhas dos deuses são consideradas exóticas por aqui? Sucesso garantido! (só tive dó de quem comeu o beijinho com o cravo, hahaha)

Esse é outro orgulhinho gastronômico: cupcakes de cenoura recheado com calda de chocolate e cobertura de brigadeiro. Outra coisa considerava exótica por aqui é o bolo de cenoura. Logo, eu me sentia quando as pessoas elogiavam a “criativa” e deliciosa receita, rsrsrs. A dona Ofélia já chegou?

Por falta de grana tempo não utilizei gás hélio para encher as bexigas, mas mesmo assim eu queria este efeito. Agora, eu peço para que vocês imaginem a cara do meu marido, irmão, padrasto e sogro quando eu disse que teriam que colar 150 bexigas no teto? Pânico!

Copinhos e canudinhos de papel, além de lindos são menos nocivos para o meio ambiente porque são biodegradáveis. Comprei numa lojinha brasileira na internet, mas depois conto mais sobre isso.

Close dos cupcakes de brownie. Muito amor!

Detalhe da capa do meu Super S. Feita com todo carinho pelas vovós do Shai.

Oun, além de fofos estavam deliciosos. Juro!

Essa foi a parte externa da festinha -que não foi usada porque fez muito frio neste dia-, três luminárias de papel que comprei na “25 de março” daqui, e que pretendo reutilizá-las no quarto do menino. E de fundo uma cortina de fitas de papel crepom que usei para tapar um pouco a baguncinha dos fundos da casa. Foi meu irmão e meu padrasto quem amarrou fita por fita num barbante até formar a cortina. Fofos!

Agora é a hora que a Dona Ofélia chora. Este mini hamburger foi feito por estas mãos que vos escreve. Fiz 100 destes e ficou mesmo muito bom. Uma pena que não tirei fotos de todas as comidinhas, mas no menu havia: mini pizzas dos avós, mini quichés do papai, mini empanadinhas (tipo uns pasteis de forno) da mamãe, e vários tipos de patês, nachos, etc. Sem falar que ainda haviam minis hot dog, balas de coco e sucos de frutas brasileiras que esqueci completamente de servir. Não, eu não lamentei porque terminei comendo sozinha depois.

Fofura total estes pompons feitos por mim com tanto amor. A bandeirinha foi feita pela minha sogra e outra vez, ficou do jeitinho que eu queria. Mesmo que eu tivesse toda a grana do mundo, jamais pagaria para que alguém fizesse tudo isso por mim. Tem coisas que a grana não paga, e não poderia pagar o meu prazer de pensar, organizar e fazer a festinha do meu filhote.

Também do lado de fora, uma varal de recadinhos.

Essas são as lembrancinhas: frasquinhos de vidro com geleia de frutas vermelhas. As etiquetas de “Obrigada por vir” foram escritas a mão por minha sobrinha de oito anos que queria ajudar em algo. Achei uma ternura o toque infântil com a letrinha dela, muito melhor que imprimir a mensagem pronta. Obrigada Luli.
A festinha não foi exatamente como eu tantas vezes imaginei, mas foi perfeita. Foi extremamente íntima, e pensada somente para as pessoas muito próximas e queridas. Quero agradecer a todos que vieram, especialmente a minha família querida que viajou de tão longe para vir nos prestigiar, por ajudar tanto e ainda trazer taaaaaantos presentes. Mãe, Beto, Gabriel, tia Rose e tio Babau. Vocês são maravilhosos, amo vocês. E agradeço aos meus sogros por emprestar a casa, por botar a mão na massa e por tanta paciência comigo. Amo vocês também. E a ti, meu querido e amado, por me presentear com o que há de mais precioso nesta minha vida, o nosso Shai*
(*) Shai é um nome hebraico que significa “presente de Deus”.
Beijos gigantes com gostinho de bolo.